Aterro de São Mateus transforma lixo em biometano e abastece frota de caminhões em São Paulo / SP
Projeto anunciado pelo prefeito Ricardo Nunes prevê Ecoparques, geração de energia e uso de biocombustível renovável
A capital paulista deu mais um passo em direção à sustentabilidade com o anúncio da construção de um Ecoparque no Aterro Sanitário de São Mateus, na Zona Leste. O projeto, apresentado pelo prefeito Ricardo Nunes, transforma resíduos sólidos urbanos em biometano e outros produtos energéticos, com destaque para a geração de eletricidade e abastecimento da frota de coleta de lixo da cidade.
Durante a visita ao local, o prefeito destacou que São Paulo terá quatro Ecoparques com investimento total de R$ 6 bilhões, capazes de processar até 1.000 toneladas de lixo por dia por unidade. Entre as soluções adotadas estão a separação de recicláveis, produção de Combustível Derivado de Resíduos (CDR) e a instalação de Unidades de Recuperação Energética (UREs), que geram energia a partir do tratamento térmico de resíduos.
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O aterro CTL, operado pela Ecourbis Ambiental, já recebe 7 mil toneladas diárias de resíduos e atende 19 subprefeituras das zonas sul e leste. Agora, também abriga a produção de biometano — fruto de parceria entre a Gás Verde, GBio Energia e Metagás — que abastece caminhões de coleta de lixo. A frota movida a biometano já passa de 30 veículos, com previsão de chegar a 122 veículos até outubro, substituindo caminhões a diesel e economizando até 35 mil litros de combustível fóssil por veículo ao ano.
Além de Ricardo Nunes, a visita contou com a presença de autoridades como o presidente da Ecourbis, Ervino Nitz Filho, o diretor-presidente da SP Regula, João Manoel da Costa Neto, e representantes das empresas parceiras, como Daniel Rapette e Carlos Junior (Gás Verde), GBio Energia, Metagás. A iniciativa reforça o compromisso de São Paulo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, a transição energética e o combate às mudanças climáticas.
O projeto também contempla ações de compensação ambiental, como a produção de mudas nativas no viveiro EcoÍris, da Ecourbis, que já ultrapassou 240 mil exemplares cultivados desde 2009.
Com a implementação dessas tecnologias e ampliação do aterro, a Prefeitura espera garantir a vida útil do local até 2050, tornando São Paulo uma referência nacional e internacional em gestão inteligente de resíduos.
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